O
cigarro pode aumentar a pressão arterial e causar doença coronariana que
se manifesta como angina (dor no peito), infarto, arritmias e morte súbita.
Pode também determinar doenças em outros vasos que não os do coração.
Nos vasos da perna pode causar trombose. Nos vasos que nutrem o cérebro
pode determinar a dilatação destas artérias (aneurisma) e aumentar o risco
de derrame cerebral em até 800%.
Os
fumantes têm um risco três vezes maior de sofrer um infarto do miocárdio
em relação a pessoas que nunca fumaram. Estudos recentes sugerem que o
fumo passivo pode ser o primeiro passo para um evento cardiovascular agudo
e, conforme publicado na revista British Medical Journal, o risco de doenças
coronárias para fumantes passivos é entre 50% e 60% maior do que para
quem não tem contato com a fumaça de cigarro. A taxa de infarto do coração
em fumantes passivos é 24% maior em relação aos não-fumantes. Além do
mais, fumantes passivos têm um risco 30% maior de câncer de pulmão, absorvem
mais de 50 substâncias químicas e inalam muitas das toxinas que contaminam
o fumante ativo.
Mas
o que faz com que o cigarro seja tão consumido no mundo? Será a falta
de informação a cerca dos seus malefícios? Ou será que a população como
um todo ainda é muito “passiva” em relação a este hábito?
Para
demonstrar os malefícios do tabaco no organismo e esclarecer a população
sobre os danos que ele ocasiona, foi aprovado em 1986, pelo governo brasileiro,
através da Lei Federal 7488, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado
em 29 de agosto. Entretanto, preços baixos, publicidade agressiva e políticas
públicas inconsistentes de combate ao tabagismo fazem com que este hábito
seja tão comum e difundido no nosso meio.
De
acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo com grandes avanços
na luta contra o tabagismo, nenhum país aplica todas as medidas decisivas
e efetivas para o seu controle, de forma que apenas 5% da população mundial
está protegida por algum tipo de legislação.
Ter
consciência dos riscos que o tabagismo acarreta a saúde pode melhorar
a qualidade de vida de muitas pessoas é o que ratifica a pesquisadora
M. Maria Glymour, da Escola de Saúde Pública de Harvard.
Proibir
o fumo em locais fechados através da criação e implementação de uma política
agressiva de controle ao tabagismo pode ajudar a acabar de vez com os
“fumódromos” e contribuir para diminuir os riscos à saúde cardiovascular
da população como um todo. Sempre há benéficos com a interrupção do tabagismo!
Após 20 minutos a pressão arterial, a freqüência de pulso e a temperatura
das mãos e dos pés voltam ao normal e, dentro de 8h, há uma redução drástica
do nível sanguíneo de monóxido de carbono com melhora significativa da
oxigenação. Portanto, deixar totalmente de fumar ainda é e sempre será
o melhor remédio e o caminho ideal para a melhoria da saúde cardiovascular
de qualquer tabagista!
Fonte:
http://www.ameseucoracao.com.br/doencas/riscos_ao_coracao_do_fumante_passivo/27
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